• Mariana Coutinho

Sobre usar o BuJo do seu jeito

Eu comecei a usar o bullet journal depois de ver algumas postagens de cadernos artísticos e lindos na internet. Por algum motivo, ver aquelas páginas elaboradas me deixava animada a tentar fazer algo também. Isso é curioso porque eu nunca fui uma pessoa que sabia desenhar ou que tinha clara aptidão para coisas manuais. E quando comecei o BuJo, fiz páginas bem simples, só com marca-texto e adesivos, um ou outro doodle. Depois que comecei a deixar o caderno mais elaborado, começou uma certa cobrança.


Uma semana bem simples de agosto


Era uma cobrança de mim para mim mesma. Eu queria, mesmo que inconscientemente, sempre tentar superar o mês anterior e fazer algo mais bonito e que também ganhasse mais likes e comentários no Instagram. Eu percebia que ia melhorando e aperfeiçoando meus desenhos a cada mês e isso me deixava animada. Ao mesmo tempo, batia certa culpa quando eu não conseguia fazer uma página legal. Em alguns momentos, eu preferi não registrar uma semana a registrar de maneira simples.


No ano passado, cheguei a pular um mês inteiro por não estar no mood. E, bom, tudo bem. Eu voltei no mês seguinte como se nunca tivesse parado. Neste mês de agosto, perdi um pouco a mão de novo. Não sabia que tema fazer e resolvi não fazer nenhum. Diferente do ano passado, no entanto, dessa vez eu não parei totalmente.


Acabei fazendo um BuJo minimalista, apenas com algumas linhas e marcações com a caneta preta e os meus bullets com eventos, tarefas e notas. O sistema de organização continuou se mantendo e me ajudando como antes, mas ficou mais dinâmico. Isso casou bem com a minha volta ao livro "O Método Bullet Journal", do criador do BuJo, Ryder Carroll. No livro, ele deixa bem claro que a estrutura e o sistema estão acima da forma. E estão mesmo.


Não estou dizendo com isso que vou parar de desenhar e fazer um BuJo criativo. Isso faz sentido para mim na maior parte do tempo e me inspira no dia a dia. Estou dizendo que tudo bem se você quiser dar um tempo ou fazer diferente do que todo mundo está fazendo na internet. Em resumo: seu bullet journal não precisa ser bonito ou criativo (mas se quiser, pode!), ele precisa ser funcional e agregar valor à sua vida.


Já temos muitas pressões externas o tempo todo. O BuJo foi feito para ser um espaço seu, offline, amigo e passivo, à espera das suas decisões. Não encare seu bullet journal como uma cobrança por produtividade ou por sentido. Seu BuJo é uma ferramenta para te ajudar e só vale se estiver ajudando. Relaxe e faça as coisas como fizer sentido para você!

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